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A Geladeira: (Reimaginado)
Indigo
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A Geladeira: (Reimaginado)
Current price: $1.99


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Size: Kobo eBook
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Verônica, uma arquiteta de sucesso com um histórico de instabilidade psiquiátrica, muda-se para o Edifício Sanatório, um prédio brutalista erguido sobre a carcaça de um antigo hospital psiquiátrico desativado. O apartamento é vasto, labiríntico e exala um cheiro persistente de éter e formol que nenhum produto de limpeza consegue mascarar. No centro da cozinha industrial, deixada como um tumor pelo inquilino anterior (seu ex-marido, Heitor), repousa uma Geladeira.
Não é um eletrodoméstico; é um sarcófago vertical de aço cirúrgico, vibrando com uma frequência que faz os dentes de Verônica doerem. O que começa como uma irritação doméstica logo desce para um delírio gore quando a geladeira se revela não um conservador de alimentos, mas um digestor de traumas. Ao abrir a porta, Verônica não encontra luz e prateleiras, mas um corredor úmido de azulejos quebrados e carne. Lá dentro, Heitor e sua amante, Kátia, não estão apenas mortos; eles estão sendo processados. E Verônica descobre que ela não é a vítima de uma assombração, mas a gerente de um matadouro metafísico onde a culpa é dissecada, catalogada e servida fria.
Verônica, uma arquiteta de sucesso com um histórico de instabilidade psiquiátrica, muda-se para o Edifício Sanatório, um prédio brutalista erguido sobre a carcaça de um antigo hospital psiquiátrico desativado. O apartamento é vasto, labiríntico e exala um cheiro persistente de éter e formol que nenhum produto de limpeza consegue mascarar. No centro da cozinha industrial, deixada como um tumor pelo inquilino anterior (seu ex-marido, Heitor), repousa uma Geladeira.
Não é um eletrodoméstico; é um sarcófago vertical de aço cirúrgico, vibrando com uma frequência que faz os dentes de Verônica doerem. O que começa como uma irritação doméstica logo desce para um delírio gore quando a geladeira se revela não um conservador de alimentos, mas um digestor de traumas. Ao abrir a porta, Verônica não encontra luz e prateleiras, mas um corredor úmido de azulejos quebrados e carne. Lá dentro, Heitor e sua amante, Kátia, não estão apenas mortos; eles estão sendo processados. E Verônica descobre que ela não é a vítima de uma assombração, mas a gerente de um matadouro metafísico onde a culpa é dissecada, catalogada e servida fria.


















