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A Primeira Mordida Na Maçã A Gente Nunca Esquece
Indigo
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A Primeira Mordida Na Maçã A Gente Nunca Esquece
Current price: $7.99


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No dia 04/07/1976, eu e meu amigo Paulinho estávamos em Washington D. C. comemorando o bicentenário dos EUA, no meio de uma viagem de quase dois anos que fizemos com uma pesada mochila nas costas por este mundo enorme e tão pequeno. Saímos da Estação da Luz, em São Paulo, num vagão de trem com destino a Corumbá, e nossa intenção era chegar ao Canadá para trabalhar na colheita de maçãs. Durante nossa longa e inesquecível jornada pelo mundo, trabalhamos com numa gama inimaginável de coisas que a energia dos 20 anos permite, menos, é claro, na colheita de maçãs. Jamais vou me esquecer das paisagens pelas quais passamos, dos olhares, gestos e sabores das pessoas que conhecemos. Elas tornaram-se referências para a vida toda. O impacto de sentir-me pela primeira vez num outro país, a Bolívia, comendo bananas numa estação de trem; o colorido das roupas das mulheres na Guatemala; a neve no Canadá; a luz nas montanhas mágicas em nossa caminhada pela ilha de Kós; os beijos apaixonados das minhas namoradas com línguas diferentes, muitas das quais eu não entendia; os concertos a que assistimos na Europa; o órgão de tubos que eu tocava de madrugada numa igreja nos EUA; as viagens de navio, a pé, de bicicleta, de caminhão, de trem, de carona, de avião; e uma infinidade de outros momentos e lugares, impregnados na minha identidade.
No dia 04/07/1976, eu e meu amigo Paulinho estávamos em Washington D. C. comemorando o bicentenário dos EUA, no meio de uma viagem de quase dois anos que fizemos com uma pesada mochila nas costas por este mundo enorme e tão pequeno. Saímos da Estação da Luz, em São Paulo, num vagão de trem com destino a Corumbá, e nossa intenção era chegar ao Canadá para trabalhar na colheita de maçãs. Durante nossa longa e inesquecível jornada pelo mundo, trabalhamos com numa gama inimaginável de coisas que a energia dos 20 anos permite, menos, é claro, na colheita de maçãs. Jamais vou me esquecer das paisagens pelas quais passamos, dos olhares, gestos e sabores das pessoas que conhecemos. Elas tornaram-se referências para a vida toda. O impacto de sentir-me pela primeira vez num outro país, a Bolívia, comendo bananas numa estação de trem; o colorido das roupas das mulheres na Guatemala; a neve no Canadá; a luz nas montanhas mágicas em nossa caminhada pela ilha de Kós; os beijos apaixonados das minhas namoradas com línguas diferentes, muitas das quais eu não entendia; os concertos a que assistimos na Europa; o órgão de tubos que eu tocava de madrugada numa igreja nos EUA; as viagens de navio, a pé, de bicicleta, de caminhão, de trem, de carona, de avião; e uma infinidade de outros momentos e lugares, impregnados na minha identidade.


















