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AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO APLICADAS A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.: O Paradigma do Método Clínico

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INVESTIGAÇÃO OU INTERVENÇÃO? Na história da formação do conhecimento empírico (aplicado) é notória a dificuldade em diferenciar quando estamos investigando ou intervindo. O ser humano não pode simplesmente avaliar o modo como é feita a avaliação e as circunstâncias nas quais ela é realizada tenham um efeito decisivo. Perguntar, responder, ouvir e ser ouvido, olhar e ser visto, tocar e ser tocado, forma padrões cujo valor e utilização é dependente de contexto. Por exemplo, quando um pai se dirige a um filho: “Você já está pronto?” Dependendo do modo como esta pergunta é formulada pode ser um pedido de informação, uma crítica, uma expressão de desconfiança, uma expressão de surpresa, admiração ou outra. O sentido da comunicação é a relação da forma como interrogamos com a forma como o outro responde. Separando ambos os lados, é impossível definir os sentidos da comunicação e valorizar seus efeitos. “A unidade elementar da informação é a diferença que faz a diferença.” (Bateson,1972. p. 453) Um doce não é simplesmente o que diz num dicionário. A palavra “Doce” tem um campo de significação para uma criança, outro para o dono da loja, outro para o adulto que conduz a criança e ainda outro para o fabricante do produto. Se incluirmos aí o contexto, como por exemplo, o valor que aquele doce tem para aquela criança comprada por aquele adulto, naquela loja (e por aquele vendedor, especificamente) teremos ainda mais acentuada a singularidade das relações humanas. Aliás, a metodologia clínica é a ciência do singular. Diferencia-se das ciências experimentais sejam elas aplicadas à psicologia, medicina, sociologia, física, biologia, etc. por compreender e intervir de forma específica, caso a caso. O método clínico não encontra sua validade como veremos nas estatísticas padronizadas. Ao contrário, é naquilo que é um resultado específico, finalizando na satisfação do cliente é que se sustenta a verdade clínica. Seja esse resultado um tratamento médico, uma venda, a fabricação de um certo produto para um certo cliente. Para a clínica, cada caso é um caso e cada cliente, um cliente. Gregory Bateson, estudioso dos processos de comunicação humana apontava “a diferença que faz a diferença” para ressaltar a necessidade de captar o essencial e o singular das relações comunicacionais para então realizar uma intervenção efetiva nesse ponto.
INVESTIGAÇÃO OU INTERVENÇÃO? Na história da formação do conhecimento empírico (aplicado) é notória a dificuldade em diferenciar quando estamos investigando ou intervindo. O ser humano não pode simplesmente avaliar o modo como é feita a avaliação e as circunstâncias nas quais ela é realizada tenham um efeito decisivo. Perguntar, responder, ouvir e ser ouvido, olhar e ser visto, tocar e ser tocado, forma padrões cujo valor e utilização é dependente de contexto. Por exemplo, quando um pai se dirige a um filho: “Você já está pronto?” Dependendo do modo como esta pergunta é formulada pode ser um pedido de informação, uma crítica, uma expressão de desconfiança, uma expressão de surpresa, admiração ou outra. O sentido da comunicação é a relação da forma como interrogamos com a forma como o outro responde. Separando ambos os lados, é impossível definir os sentidos da comunicação e valorizar seus efeitos. “A unidade elementar da informação é a diferença que faz a diferença.” (Bateson,1972. p. 453) Um doce não é simplesmente o que diz num dicionário. A palavra “Doce” tem um campo de significação para uma criança, outro para o dono da loja, outro para o adulto que conduz a criança e ainda outro para o fabricante do produto. Se incluirmos aí o contexto, como por exemplo, o valor que aquele doce tem para aquela criança comprada por aquele adulto, naquela loja (e por aquele vendedor, especificamente) teremos ainda mais acentuada a singularidade das relações humanas. Aliás, a metodologia clínica é a ciência do singular. Diferencia-se das ciências experimentais sejam elas aplicadas à psicologia, medicina, sociologia, física, biologia, etc. por compreender e intervir de forma específica, caso a caso. O método clínico não encontra sua validade como veremos nas estatísticas padronizadas. Ao contrário, é naquilo que é um resultado específico, finalizando na satisfação do cliente é que se sustenta a verdade clínica. Seja esse resultado um tratamento médico, uma venda, a fabricação de um certo produto para um certo cliente. Para a clínica, cada caso é um caso e cada cliente, um cliente. Gregory Bateson, estudioso dos processos de comunicação humana apontava “a diferença que faz a diferença” para ressaltar a necessidade de captar o essencial e o singular das relações comunicacionais para então realizar uma intervenção efetiva nesse ponto.

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