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Bordando experiências estéticas: Cartografias do devir-criança na Baixada
Indigo
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Bordando experiências estéticas: Cartografias do devir-criança na Baixada
By None
Current price: $10.99


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Temos pensado as infâncias em diálogo com Deleuze (2012), compreendendo-as como um dispositivo, uma rede complexa e heterogênea que articula discursos, instituições, arquiteturas, regulamentações e práticas que produzem o "ser criança" como um efeito de poder-saber. Como dispositivo, a infância é atravessada por linhas dinâmicas e tensionais. Aqui, buscamos dar visibilidade a essas linhas que compõem a infância, como as linhas de força, constituídas pelas normas, leis, discursos adultocêntricos e hegemônicos; as linhas de subjetivação, constituídas pelos modos de ser criança e, sobretudo, as linhas de fuga, constituídas pelos pontos de ruptura que escapam à captura (Tebet, 2019). É nessas linhas, nas suas dobras, fissuras e movimentos, que buscamos fazer visível o jogo político das infâncias. Mas se a infância como dispositivo opera por captura e codificação dos corpos e dos tempos infantis, é justamente aí que o devir-criança irrompe como potência de desestratificação. O devir-criança não é um retorno à infância, nem uma nostalgia do "ser criança", é um processo ativo de desmontagem dos signos e territórios que a sociedade adultocêntrica impõe sobre os corpos em crescimento.
Temos pensado as infâncias em diálogo com Deleuze (2012), compreendendo-as como um dispositivo, uma rede complexa e heterogênea que articula discursos, instituições, arquiteturas, regulamentações e práticas que produzem o "ser criança" como um efeito de poder-saber. Como dispositivo, a infância é atravessada por linhas dinâmicas e tensionais. Aqui, buscamos dar visibilidade a essas linhas que compõem a infância, como as linhas de força, constituídas pelas normas, leis, discursos adultocêntricos e hegemônicos; as linhas de subjetivação, constituídas pelos modos de ser criança e, sobretudo, as linhas de fuga, constituídas pelos pontos de ruptura que escapam à captura (Tebet, 2019). É nessas linhas, nas suas dobras, fissuras e movimentos, que buscamos fazer visível o jogo político das infâncias. Mas se a infância como dispositivo opera por captura e codificação dos corpos e dos tempos infantis, é justamente aí que o devir-criança irrompe como potência de desestratificação. O devir-criança não é um retorno à infância, nem uma nostalgia do "ser criança", é um processo ativo de desmontagem dos signos e territórios que a sociedade adultocêntrica impõe sobre os corpos em crescimento.


















