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O Exterminador de Cães
Indigo
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O Exterminador de Cães
Current price: $14.99


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Bernardo Kucinski afirma ser mais contista que romancista. Argumenta que K., seu primeiro livro, foi concebido como um ajuntamento de contos, não exatamente como um romance. Não se pode, entretanto, dizer o mesmo para O congresso dos desaparecidos, de 2023, para mim sua obra-prima até o momento, já traduzido para o inglês e para o árabe. Nele, o romance deriva de uma concepção teatral que encontra na Catedral da Sé um grande palco onde as vítimas da ditadura se encontram para defender um programa de emancipação que envolve passado, presente (o nosso) e futuro. A verdade é Kucinski não respeita muito os gêneros. Seu traquejo de jornalista o faz dominar discursos diversos e adequá-los a cada história. Kucisnki já navegou pelo conto em A cicatriz e outras histórias, pelo livro infantil O curumim que enxergava no escuro, o romance Júlia – nos campos conflagrados do Senhor, a distopia A Nova Ordem (e sua sequência, O colapso da Nova Ordem), além do citado drama em prosa O congresso dos desaparecidos. Cada livro traz uma marca própria, que, ao mesmo tempo, não deixa de fazer nunca jus à assinatura do autor, com seu olhar político realista e profundo mesmo para as coisas do dia a dia. O conto que dá título a este livro é um excelente exemplo: expressa um tempo terrivelmente autodestrutivo. E mais não digo, porque a surpresa bem desenhada é uma das forças da prosa de Kucinski. Haroldo Ceravolo Sereza
Bernardo Kucinski afirma ser mais contista que romancista. Argumenta que K., seu primeiro livro, foi concebido como um ajuntamento de contos, não exatamente como um romance. Não se pode, entretanto, dizer o mesmo para O congresso dos desaparecidos, de 2023, para mim sua obra-prima até o momento, já traduzido para o inglês e para o árabe. Nele, o romance deriva de uma concepção teatral que encontra na Catedral da Sé um grande palco onde as vítimas da ditadura se encontram para defender um programa de emancipação que envolve passado, presente (o nosso) e futuro. A verdade é Kucinski não respeita muito os gêneros. Seu traquejo de jornalista o faz dominar discursos diversos e adequá-los a cada história. Kucisnki já navegou pelo conto em A cicatriz e outras histórias, pelo livro infantil O curumim que enxergava no escuro, o romance Júlia – nos campos conflagrados do Senhor, a distopia A Nova Ordem (e sua sequência, O colapso da Nova Ordem), além do citado drama em prosa O congresso dos desaparecidos. Cada livro traz uma marca própria, que, ao mesmo tempo, não deixa de fazer nunca jus à assinatura do autor, com seu olhar político realista e profundo mesmo para as coisas do dia a dia. O conto que dá título a este livro é um excelente exemplo: expressa um tempo terrivelmente autodestrutivo. E mais não digo, porque a surpresa bem desenhada é uma das forças da prosa de Kucinski. Haroldo Ceravolo Sereza


















