
GIVE THE PERFECT GIFT
Erin Mills Town Centre Gift Cards are the perfect choice for your gift giving needs.Purchase gift cards at kiosks near the food court or centre court, at Guest Services, or click below to purchase online.PURCHASE HEREHome
Presença das Heroides de Ovídio no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
Indigo
Loading Inventory...
Presença das Heroides de Ovídio no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
By None
Current price: $19.99


By None
Presença das Heroides de Ovídio no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
Current price: $19.99
Loading Inventory...
Size: Kobo eBook
*Product information may vary - to confirm product availability, pricing, shipping and return information please contact Indigo
A recepção dos clássicos é atitude constante na sociedade já na Antiguidade. Como não se lembrar da Electra de Eurípides, que chega como recepção da peça homônima apresentada por Ésquilo? Ora, a Idade Média e o Renascimento seguiram a mesma linha e resgataram a todo tempo ideias e figuras da Antiguidade, de modo a trazer a lume conceitos ou comportamentos que pudessem servir de exemplo [ou não] do que poderia ser feito e pensado. Seguindo esse raciocínio e não por acaso, a expansão ultramarina portuguesa do século XVI resgatou alguns exemplos de mitos femininos clássicos advindos das Heroides ovidianas, de modo a ensinar às mulheres de então o que deveria ou não ser feito. Como não pensar na atitude resignada e pacienciosa de uma Penélope que espera castamente longos vinte anos pelo retorno do amado sem sucumbir às investiduras de nenhum dos 108 pretendentes? Ou como não refletir no quanto a rainha Dido deixou-se levar pela paixão avassaladora pelo estrangeiro Eneias entregando-lhe tudo, bens e alma? A escolha feita pela tradução para o português renascentista de apenas cinco das vinte e uma cartas que compõem o conjunto das Heroides não se deu por acaso. Tratava-se antes de uma tentativa clara de educação das damas renascentistas que, igualmente às heroínas clássicas, viram-se sozinhas e tendo que resguardar suas terras enquanto seus homens partiram rumo à descoberta de novas terras. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende nos preservou isso por meio da sua poesia palaciana.
A recepção dos clássicos é atitude constante na sociedade já na Antiguidade. Como não se lembrar da Electra de Eurípides, que chega como recepção da peça homônima apresentada por Ésquilo? Ora, a Idade Média e o Renascimento seguiram a mesma linha e resgataram a todo tempo ideias e figuras da Antiguidade, de modo a trazer a lume conceitos ou comportamentos que pudessem servir de exemplo [ou não] do que poderia ser feito e pensado. Seguindo esse raciocínio e não por acaso, a expansão ultramarina portuguesa do século XVI resgatou alguns exemplos de mitos femininos clássicos advindos das Heroides ovidianas, de modo a ensinar às mulheres de então o que deveria ou não ser feito. Como não pensar na atitude resignada e pacienciosa de uma Penélope que espera castamente longos vinte anos pelo retorno do amado sem sucumbir às investiduras de nenhum dos 108 pretendentes? Ou como não refletir no quanto a rainha Dido deixou-se levar pela paixão avassaladora pelo estrangeiro Eneias entregando-lhe tudo, bens e alma? A escolha feita pela tradução para o português renascentista de apenas cinco das vinte e uma cartas que compõem o conjunto das Heroides não se deu por acaso. Tratava-se antes de uma tentativa clara de educação das damas renascentistas que, igualmente às heroínas clássicas, viram-se sozinhas e tendo que resguardar suas terras enquanto seus homens partiram rumo à descoberta de novas terras. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende nos preservou isso por meio da sua poesia palaciana.


















