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Presença de Santa Teresinha: Uma peregrinação lírica
Indigo
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By None
Current price: $8.99


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Devoto de Santa Teresinha, Ribeiro Couto, poeta e autor do romance Cabocla, visita a cidade francesa de Lisieux, onde fica o Carmelo da jovem mística, para agradecer a cura de sua tuberculose. Ribeiro Couto (1898-1963) diz que Santa Teresa de Jesus e da Santa Face ou Santa Teresa de Lisieux, como também é conhecida, "mais do que qualquer outra pessoa celeste, é essencialmente cotidiana". Santa da suprema humildade. Santa das rosas. Marie-Françoise-Thérèse Martin entrou para o Carmelo (onde já estavam suas duas irmãs mais velhas) aos 15 anos, quebrando as regras que só permitiam à ida para o convento a partir dos 21 anos. É conhecido o episódio dela, menina, ajoelhando-se em Roma aos pés dos papa Leão XVIII e implorando pela autorização para se internar no Carmelo. Lá, com a saúde frágil, ela fazia as tarefas duras, como varrer o pátio e retirar as ervas daninhas do jardim. Mesmo antes de ser canonizada pelo papa Pio XI, em 1925, ela já era adorada pelos franceses que reconheciam a força da sua espiritualidade. Em 1997, foi proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II, e o papa Francisco, que era admirador, tem uma rosa branca periodicamente renovada em seu túmulo em homenagem à santinha, como também é conhecida entre nós. No prefácio desta obra, Elvia Bezerra, especialista em Ribeiro Couto, lembra que a santa só é conhecida pelo diminutivo afetivo, Teresinha, no Brasil — e que Couto afirma que ela "anima a alma do leitor com a sua superior vontade de realização". Elvia relembra também que outro poeta, Manuel Bandeira, aliás grande amigo de Couto, fez um poema para ela, Oração a Teresinha do Menino Jesus. Ao final de sua peregrinação lírica por Lisieux, na Normandia, Ribeiro Couto escreve: "Vou pelas ruas transido de inquietação. Tenho a incerta lembrança de haver aberto janelas; de dentro voaram palavras, segredos, demônios. Meu Deus, que fiz eu?"
Devoto de Santa Teresinha, Ribeiro Couto, poeta e autor do romance Cabocla, visita a cidade francesa de Lisieux, onde fica o Carmelo da jovem mística, para agradecer a cura de sua tuberculose. Ribeiro Couto (1898-1963) diz que Santa Teresa de Jesus e da Santa Face ou Santa Teresa de Lisieux, como também é conhecida, "mais do que qualquer outra pessoa celeste, é essencialmente cotidiana". Santa da suprema humildade. Santa das rosas. Marie-Françoise-Thérèse Martin entrou para o Carmelo (onde já estavam suas duas irmãs mais velhas) aos 15 anos, quebrando as regras que só permitiam à ida para o convento a partir dos 21 anos. É conhecido o episódio dela, menina, ajoelhando-se em Roma aos pés dos papa Leão XVIII e implorando pela autorização para se internar no Carmelo. Lá, com a saúde frágil, ela fazia as tarefas duras, como varrer o pátio e retirar as ervas daninhas do jardim. Mesmo antes de ser canonizada pelo papa Pio XI, em 1925, ela já era adorada pelos franceses que reconheciam a força da sua espiritualidade. Em 1997, foi proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II, e o papa Francisco, que era admirador, tem uma rosa branca periodicamente renovada em seu túmulo em homenagem à santinha, como também é conhecida entre nós. No prefácio desta obra, Elvia Bezerra, especialista em Ribeiro Couto, lembra que a santa só é conhecida pelo diminutivo afetivo, Teresinha, no Brasil — e que Couto afirma que ela "anima a alma do leitor com a sua superior vontade de realização". Elvia relembra também que outro poeta, Manuel Bandeira, aliás grande amigo de Couto, fez um poema para ela, Oração a Teresinha do Menino Jesus. Ao final de sua peregrinação lírica por Lisieux, na Normandia, Ribeiro Couto escreve: "Vou pelas ruas transido de inquietação. Tenho a incerta lembrança de haver aberto janelas; de dentro voaram palavras, segredos, demônios. Meu Deus, que fiz eu?"















