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Quem Não é Visto Não é Lembrado: Biografia, Retrato, Prestígio e Poder no Brasil do Século XIX (1800-1860)
Indigo
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Quem Não é Visto Não é Lembrado: Biografia, Retrato, Prestígio e Poder no Brasil do Século XIX (1800-1860)
By None
Current price: $14.99


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O alvorecer do século XIX foi, tanto para os portugueses de Portugal quanto para os portugueses do Brasil, um período politicamente conturbado, e pontuado por acontecimentos cujos efeitos estimularam sentimento de perda e de nostalgia na relação entre um passado entendido como lócus da glória e da grandeza e um futuro incerto. Podemos perceber esse fenômeno a partir da análise de obras destinadas a celebrar e enaltecer experiências passadas de indivíduos e coletividades. Destaque deve ser concedido às inúmeras "galerias impressas" que passaram a ser editadas nas sociedades europeias e americanas, em publicações esteticamente cuidadosas, por vezes monumentais, desejosas de fazer circular para além dos espaços palacianos aqueles considerados grandes homens. Intituladas genericamente Galeria de Pessoas Ilustres, nelas, pessoas "ilustres" de Portugal e do Brasil ganharam nova visibilidade e outro espaço de circulação. Compostas por dois meios de expressar e qualificar indivíduos (a biografia e o retrato), na junção entre imagem e letra, feitos heroicos eram registrados – e comemorados – tornando-se visíveis, sensibilizando leitores e espectadores de um tempo presente instável e movediço. Nessas visões do passado, algo a ser aprendido e admirado poderia tanto mover a busca de um futuro mais promissor como moldar valores e percepções edificadores do "ser". Atravessadas pelas disputas pelo passado, na cultura histórica oitocentista, o que lembrar e quem lembrar; o que esquecer e quem esquecer foram questões fundamentais. Em suma, a obra demonstra como as galerias de pessoas ilustres se constituíram em trabalhos que iam ao encontro de uma clara distinção social, transformadas em lugares de memória, identidade e, sobretudo, de novas sensibilidades, em um mundo em transformação.
O alvorecer do século XIX foi, tanto para os portugueses de Portugal quanto para os portugueses do Brasil, um período politicamente conturbado, e pontuado por acontecimentos cujos efeitos estimularam sentimento de perda e de nostalgia na relação entre um passado entendido como lócus da glória e da grandeza e um futuro incerto. Podemos perceber esse fenômeno a partir da análise de obras destinadas a celebrar e enaltecer experiências passadas de indivíduos e coletividades. Destaque deve ser concedido às inúmeras "galerias impressas" que passaram a ser editadas nas sociedades europeias e americanas, em publicações esteticamente cuidadosas, por vezes monumentais, desejosas de fazer circular para além dos espaços palacianos aqueles considerados grandes homens. Intituladas genericamente Galeria de Pessoas Ilustres, nelas, pessoas "ilustres" de Portugal e do Brasil ganharam nova visibilidade e outro espaço de circulação. Compostas por dois meios de expressar e qualificar indivíduos (a biografia e o retrato), na junção entre imagem e letra, feitos heroicos eram registrados – e comemorados – tornando-se visíveis, sensibilizando leitores e espectadores de um tempo presente instável e movediço. Nessas visões do passado, algo a ser aprendido e admirado poderia tanto mover a busca de um futuro mais promissor como moldar valores e percepções edificadores do "ser". Atravessadas pelas disputas pelo passado, na cultura histórica oitocentista, o que lembrar e quem lembrar; o que esquecer e quem esquecer foram questões fundamentais. Em suma, a obra demonstra como as galerias de pessoas ilustres se constituíram em trabalhos que iam ao encontro de uma clara distinção social, transformadas em lugares de memória, identidade e, sobretudo, de novas sensibilidades, em um mundo em transformação.


















